22/09/2021

Desemprego e inflação são os maiores desafios da economia do Brasil, diz FMI

O Fundo Monetário Internacional (FMI) disse nesta quarta-feira (22) que o desempenho da economia brasileira tem sido melhor do que o esperado em razão da resposta "enérgica" das autoridades à crise provocada pela Covid-19, mas cita a necessidade de "esforços políticos" para que o país retome o crescimento sustentado e drible desafios como o desemprego elevado e a inflação.

Em relatório, o órgão estima que o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro cresça 5,3% em 2021. Para 2022 e 2023, as projeções são de 1,9% e 2,0%, respectivamente.

Segundo o documento, o PIB brasileiro recuperou o nível pré-pandemia e o ímpeto continua favorável com base nos preços de troca - dado o balanço positivo entre exportações e importações - e o crescimento do crédito ao setor privado.

O órgão lamentou a morte dos mais de 550 mil brasileiros pela pandemia, mas destacou que a aplicação ds medidas restritivas após a segunda onda no início do ano e o avanço da vacinação têm ajudado a reduzir as infecções desde abril, com o número de mortes caindo significativamente.

Com a expectativa de que a população adulta esteja amplamente vacinada em breve, é esperado um dinamismo maior da economia.

"Um mercado de trabalho em melhoria e altos níveis de poupança das famílias apoiarão o consumo e, à medida que a vacinação continua, a demanda reprimida por serviços retornará. Os estoques serão recompostos e a alta nos preços das commodities apoiará novos investimentos", disse o órgão.

Além disso, o FMI prevê que a inflação desacelere até o final do ano que vem, ficando próxima de 3,50% - ponto médio do intervalo da meta de inflação para o ano, que pode variar de 2,00% a 5,00% segundo Conselho Monetário Nacional (CMN).