13/07/2022

Economia recuou 0,8% em maio, diz Monitor do PIB, aponta FGV

A atividade econômica brasileira registrou uma retração de 0,8% em maio, na comparação com abril, considerando dados com ajuste sazonal, segundo o Monitor do PIB, calculado pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV Ibre).

“Após três meses consecutivos de crescimento, a economia retraiu 0,8% em maio. A indústria, que havia crescido nos meses anteriores, após um início de ano ruim, voltou a apresentar queda. Outro importante destaque negativo foi o consumo das famílias. Na atual conjuntura, a inflação e juros em patamares elevados reduzem o poder de compra das famílias. Isso se reflete no consumo de produtos menos essenciais, como é o caso de semiduráveis e de duráveis, que perderam força e retraíram em maio”, afirma Juliana Trece, coordenadora da pesquisa, em comentário no relatório.

O consumo das famílias retraiu 2,1% em maio comparado com abril, segundo a FGV. Na comparação interanual mensal, cresceu 4,7% em maio e 5,8% no trimestre móvel findo em maio. Nessa comparação trimestral, todos os componentes apresentaram crescimento, exceto o consumo de bens duráveis. Entre os que cresceram, o maior destaque continua sendo dos serviços.

A formação bruta de capital fixo (FBCF) apresentou crescimento de 1,6% em maio comparado com abril pelo FGV Ibre. Na comparação interanual, retraiu 2,0% no trimestre móvel findo em maio. Nessa comparação, o componente de máquinas e equipamentos foi o único a apresentar queda (-6,9%), sendo o responsável pelo resultado negativo interanual da FBCF.

A exportação de bens e serviços apresentou retração de 7,6% em maio contra abril, diz a FGV. Na comparação interanual, retraiu 5,4% no trimestre móvel findo em maio. As quedas na exportação de produtos agropecuários e da extrativa mineral tiveram papel importante no desempenho negativo da exportação.

A importação de bens e serviços apresentou retração de 1,6% em maio comparado com abril pelo FGV Ibre. Na comparação interanual, retraiu 5,1% no trimestre móvel findo em maio.

A importação de serviços foi a única que contribuiu positivamente. Por outro lado, é importante destacar que a queda na importação de bens intermediários foi a principal responsável por esse resultado, diz o documento.

Em termos monetários, a FGV estima que o acumulado do PIB até maio, em valores correntes, foi de R$ 3,831 trilhões (R$ 3.830.873 milhões).